As melhores naves de todos os tempos
Devido ao novo filme de “Jornada nas Estrelas” e uma pesquisa rápida na internet achei essas informações sobre as naves que povoaram nosso mundo na ficção.
Serenity (Firefly): Nem preciso dizer o quanto sou fã de Joss Whedon e seu multiverso de personagens televisivos que enfrentam de vampiros a piratas espaciais. Quando Whedon lançou sua infelizmente fracassada “Firefly”, confesso que não me animei tanto com a “space opera spaguetti”, mas com o tempo passei a amá-la. A nave da série, “Serenity”, não é exatamente das mais jeitosas. É um tanto esquisita por fora e por dentro parece um grande barraco espacial constantemente precisando de reparos da habilidosa Kaylee Frye. Entretanto, ela serve bem ao seu propósito: dar um lar a todos os perdidos pelo espaço a fora.
Icarus II (Sunshine): Não é exatamente uma nave simpática, tal como “Sunshine” (a ida para o espaço de Danny Boyle), não é exatamente um filme simpático. No entanto, no meu top favoritos dos últimos anos, “Sunshine” se destaca. Com uma missão mórbida, a Icarus II tem como objetivo reiniciar o Sol que está morrendo e conseqüentemente matando a vida na Terra. Para isso conta com uma tripulação de egos inflamados em conflito com a solidão fria de um espaço que parece incapaz de sustentar a vida que eles tentam preservar.
Ra’s mothership (Stargate): A série é um grande vácuo no meu repertório, mas o filme é uma presença constante na minha prateleira de DVDs. “Stargate” foi, por muito tempo, considerado uma baboseira espacial-egípcia dirigida pelo caça-níqueis Roland Emmerich, no entanto quase que sem querer deu início a um culto especulativo que se espalhou por séries de televisão, livros e sites de fãs. Ainda que o brilho da série seja justamente o fato de podermos viajar pelo espaço através de portais e não de naves, uma delas se destaca no longa metragem, a nave mãe do “deus” Rá. Com o formato singular de uma pirâmide (lembrando os edifícios de “Blade Runner”), a nave de Ra é um veículo quase tão imponente quanto a própria civilização a qual indiretamente deu origem.
Swordfish II (Cowboy Bebop): Muito provável, Spike Spiegel inspirou o Capitão Mal de “Firefly”. Pena que o design estiloso de sua “Swordfish II” não tenha se espalhado pelo universo daquela série. Armada com quatro metralhadoras, múltiplos lança – mísseis e um canhão de plasma, o pequeno modelo “asteroid racer” foi convertido para servir bem aos propósitos do malandro Spike e sua tripulação de foras-da-lei. Num tom de Ferrari, a “Swordfish II” cruzava o espaço em Cowboy Bebop, trazendo problemas para todos aqueles que se deparavam com o ex-membro do Sindicato do Crime mais temido da galáxia.
Heart of Gold (Guia do Mochileiro das Galáxias): Construída secretamente em Damogran, a nave roubada pelo presidente da galáxia Zaphod Beeblebrox possui duas das mais impressionantes construções já concebidas na literatura. A primeira é o renomado “gerador de improbabilidade infinita” que calcula (?) todas as viagens com base no mais impossível destino. A segunda é seu pseudo-piloto, o “paranoid android” Marvin que carrega o fardo de ser uma das maiores inteligências do cosmos. Equipada com a mais fantástica tecnologia, a nave “Heart of Gold” possui ainda personalidade, todas as suas portas se abrem contentes e seu navegador está sempre disposto a fazer o que lhe pedem.
Battlestar Galactica (BSG): Eis aqui o maior pesadelo dos Cylons. A magnífica nave de batalha “Galactica” é a menina dos olhos das Doze Colônias (fofo isso né?). Claramente, não tanto pelo design, mas sim por sua atribuição maior – liderar o que restou da humanidade na luta contra os seres artificiais Cylons e buscar o décimo terceiro planeta colonizado por seres humanos há muitos séculos. Sob as mãos de ferro do Comandante Adama, a “Galactica” possui 150 Vipers (naves menores, com propósitos bélicos específicos) e é capaz de saltar pelo hiperespaço carregando uma verdadeira megalópole em seu interior.
Nostromo (Alien): A USCSS Ulysees Nostromo sempre me assustou. Construída pela corporação Weyland-Yutani, a nave tinha como objetivo a exploração espacial, mas acabou extrapolando sua missão ao atrair para si a própria auto-destruição. Com um design singular, a nave era capaz não apenas de viajar pelo espaço como aterrissar nas mais inóspitas atmosferas. Sua propulsão “mais rápida que a luz” desafiava a física enquanto seus tripulantes desafiavam-se a si mesmos, tentando sobreviver as investidas corrosivas do alien que não estava na lista de passageiros.
Millenium Falcon (Star Wars): Já ouço pessoas reclamando sobre esse terceiro lugar. Não, não colocarei a “Falcon” no topo dessa lista por um simples motivo: se não fosse Chewbacca ela jamais teria saído de Tatooine. A engenhosidade wookie salvou os heróis de Star Wars mais de uma vez durante a fantástica trilogia original de George Lucas. Capaz de levar somente 8 tripulantes, a “Falcon” foi perdida para Han Solo durante uma jogatina. Desafiando a velocidade da luz, a “Falcon” tornou-se famosa por ter completado a Corrida Kessel em menos de doze parsecs. Impressionante não? Grande estrela no esquadrão da Aliança Rebelde, a nave de Solo foi a responsável pela destruição definitiva da Estrela da Morte e figura entre as mais queridas da ficção.
TARDIS (Doctor Who): Mas por essa você já esperava. De duas em duas horas (tempo estimado) eu volto e falo de “Doctor Who”, série que assumiu seu lugar entre as minhas favoritas de todos os tempos. Se eu tivesse que ter uma nave a minha disposição, com certeza ela seria o TARDIS (Time and Relative Dimension In Space). Roubada pelo Doctor em Gallifrey, o TARDIS não foi construído, foi “cultivado”. Uma nave viva, capaz de cruzar o espaço e o tempo, o TARDIS é bem maior por dentro do que parece ser por fora. Assumindo a forma de uma cabine de polícia inglesa, a nave já foi lar de muitos companheiros do Doctor e assumiu seu posto nas batalhas mais fantásticas do Universo chegando a carregar nas costas o próprio planeta Terra na última temporada do seriado britânico.
USS Enterprise (Star Trek): Obviamente, minha favorita tem tudo a ver com a origem desse top. A Enterprise não é apenas uma nave espacial, mas sim a representação de um ideal de humanidade. Se o espaço é a fronteira final, a Enterprise é sua emissária maior de inúmeras civilizações que buscam a conciliação intergaláctica. Muitos foram seus comandantes e seus formatos. Desde os protótipos iniciais (o NX-01 capitaneada por Jonathan Archer), até a clássica e mais conhecida NCC-1701, liderada pelo estimado Capitão Kirk e seu imediato Spock. No entanto, meu modelo favorito foi NCC-1701-D, coordenado pelo Capitão Jean-Luc Picard, durante seus anos como membro de uma nova geração. Elegante, a Enterprise é cenário de resoluções e de enfrentamentos políticos, possuindo uma tripulação multirracial que tem como único objetivo manter a paz.
Não ha comentários
Leave a reply